Não basta apenas saber acomodar produtos dentro de uma embalagem, é preciso conhecer mais.

Ao buscar uma opção de embalagem para envase e transporte de um produto é imprescindível considerar que a embalagem será manuseada, armazenada em prateleiras, acomodada em pallets, movimentada em diversos meios de transporte previstos no projeto da distribuição do produto e, muitas vezes, exposta para clientes. 
Deve-se considerar, ainda, que seja segura, impedindo adulterações e que seja compatível com o produto a ser envasado.  

Em outras palavras: o desenvolvimento do projeto requer conhecimento de toda a cadeia de distribuição, produto a ser envasado e requisitos técnicos e regulamentares que deverá cumprir. 

 Um desenvolvimento deve considerar as principais funções da embalagem: 

Conter, proteger, viabilizar o armazenamento e transportar produtos são as funções básicas. Com o avanço das atividades econômicas busca-se, também, que a embalagem auxilie na informação, comunicação, redução de custos com desperdícios, manuseio e armazenagem, diminuindo o impacto ambiental e gerando valor ao negócio. 

Alguns cuidados devem ser tomados para a especificação da embalagem para transporte: 

  • Se produto a ser envasado possui alguma classificação perigosa; 
  • Se embalagem é segura contra fraudes; 
  • A qual setor pertence o produto a ser envasado, se na cadeia de alimentos, farmacêuticos, química fina, agro químico ou químico e as exigências específicas de cada um destes setores; 
  • Se o material da embalagem é compatível com o produto envasado; 

Produto perigoso 

Todo produto com classificação perigosa necessita de uma embalagem certificada pelo órgão competente relacionado ao modal a ser transportado. O projeto de embalagem deve cumprir os requisitos estabelecidos pelas respectivas normas. 

Segurança 

O projeto deve ser seguro contra fraudes ou vazamentos. 

Cadeia de alimentos 

Atualmente a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamenta, controla e fiscaliza produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública, dentre eles, embalagens para alimentos e, ainda, instalações físicas e tecnologias envolvidas no processo de produção. Neste caso é fundamental buscar empresas licenciadas para a produção de embalagens, bem como exigir laudos que atestem o atendimento às resoluções aplicáveis garantindo, assim, que a embalagem não irá alterar a qualidade do produto envasado. 

Facilitando a abertura 

Agora, já no ponto de venda, o ideal é que o produto seja exposto da forma adequada àqueles que visitam o ponto de venda, seja este B2C ou B2B. Você pode facilitar a vida do repositor usando peças plásticas que podem ser rompidas para soltar a tampa de uma caixa, uma costura que se desfaz para abrir os sacos ou uma fita laminada junto com a capa do papelão para soltar a parte superior da caixa (tipo embalagem de biscoito).  
Todos estes recursos devem ser bem projetados, para que funcionem na hora da abertura da embalagem, mas não enfraqueçam a sua estrutura. 

Compatibilidade entre produto envasado e embalagem 

Obrigatoriamente a escolha da embalagem passa por avaliação técnica, considerado -se a cadeia de fornecimento do setor ao qual pertence (alimentos, farmacêuticos, química fina, agroquímico ou químico, tendo como ponto importante a pertinência do produto a ser envasado em alguma das categorias de produtos perigosos. Cada setor possui regulamentações próprias que devem ser conhecidas em sua totalidade, permitindo, deste modo, a busca de embalagem  que seja capaz de manter as características originais do produto embalado, entregando ao cliente o que ele entende por qualidade do seu produto. 

Ricardo Augusto Camini 

Gerente da Qualidade, Laboratório e Meio Ambiente